dispostos em roda
egos se engalfinham
numa guerra muda e surda
escondida por sorrisos corteses
e cordialidades vazias
ninguém precisa saber
das minhas convicções rotas
não tenho que explicar
o quanto me sinto miserável
foda-se se hoje em dia
sou uma mera sombra
do homem que fui,
e do que almejei me tornar.
tudo que preciso fazer
é rir, socializar,
e tomar este espumante caro.
que nem sei o que é,
mas quem vai se importar?
(e no tilintar das taças
e das conversas rasas
ninguém reparou na poça
de sangue rubro
manchando o carpete
obscenamente branco
do salão.)
Nenhum comentário:
Postar um comentário