Já passava da agreste meia-noite, quando ela adentrou pelos umbrais. Chegou a tempo de ver o corvo que partia pela janela, atrás do busto de Minerva. Maldito corvo, três vezes maldito, já a visitara antes. Colhera seu último suspiro. Olhou para todos os livros de ciência que seu amado estivera estudando, e seu corpo pálido no chão. Se abaixou, analisando os olhos vidrados... Maldito corvo, três vezes maldito.
Parou sob a porta, olhando para o lado de fora. Suas lembranças sobre o corvo ainda se faziam presentes. Era uma sombra perturbadora sobre seu espírito etéreo, e os olhos da ave infernal a assombravam mesmo no além-vida.
"Nunca mais." Palavras gravadas a ferro e fogo em sua alma, recitadas por aquela voz odiosa. E enquanto pensava nisso, de fato, ouviu uma voz. Mas não era aquela voz grasnada, era uma voz doce, quase chorosa, voz que amava e que nunca achou que voltaria a ouvir outra vez:
_Lenore, é você?
Giovanna Venturini é bastante fã do mestre Edgar Allan Poe.
domingo, 28 de abril de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Correria
Estava correndo demais. Era muito relatório pra entregar, livro pra resenhar, texto pra ler, pepino pra resolver, estudos e mais estudos. Corria até para tomar seu café, antes uma pausa tão deliciosa. Cansaço, cansaço, cansaço...
E, no meio disso, abraços. Palavras carinhosas. Pessoas que a queriam bem, e das quais tinha que cuidar (cuidar delas, e cuidar de si).
Às vezes a correria é tanta, que a gente se esquece de coisas muito, muito importantes...
Giovanna Venturini está sem inspiração. Porque está correndo...
terça-feira, 16 de abril de 2013
Delírio
E entre os cacos de sua alma
e sua razão agonizante,
sentiu sua mente em delírio
digno de cavaleiro andante.
E no mais louco devaneio
ainda se perguntava
quem era o insano que o fitava
de dentro do espelho...
Giovanna Venturini acredita que a loucura é um tema extremamente interessante para a arte.
e sua razão agonizante,
sentiu sua mente em delírio
digno de cavaleiro andante.
E no mais louco devaneio
ainda se perguntava
quem era o insano que o fitava
de dentro do espelho...
Giovanna Venturini acredita que a loucura é um tema extremamente interessante para a arte.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Vazio
Outro dia, eu estava assistindo uma aula de química, em meu colégio. Entre o sono do primeiro horário, as paredes pichadas e o burburinho de outros 38 adolescentes no mesmo espaço, o professor explicou: a matéria é descontínua.
O que significa, basicamente, que somos feitos de espaços vazios.
Abstraindo a informação, até que faz sentido. Todos temos aquele vazio dentro de nós, que não sabemos como preencher. Acredito que a paz venha do nosso interior, mas como encontrar a mesma quando olhamos para dentro e enxergamos o oco?
É aí que tentamos de tudo. Enfiar a cara nas ciências, doses e doses de uma bebida amarga, um beijo sem vontade em um estranho... E não sentimos nada intenso, apenas o eco das sensações que se perde rapidamente, sem chegar a proporcionar satisfação. Não é restaurar uma perda, tratam-se de espaços vazios que estão intocados, ali, em seu silêncio ensurdecedor.
Eis uma perspectiva aterradora. Temos a ilusão de plenitude, mesmo sabendo que é tola (em qualquer sentido). Alguns passam a vida inteira tentando suprimir o vazio. Mas ele volta, independentemente.
Como é que se foge de algo inerente à sua própria natureza?
Giovanna Venturini não tem medo do vazio, mas considera que este pode ser muito desgastante.
O que significa, basicamente, que somos feitos de espaços vazios.
Abstraindo a informação, até que faz sentido. Todos temos aquele vazio dentro de nós, que não sabemos como preencher. Acredito que a paz venha do nosso interior, mas como encontrar a mesma quando olhamos para dentro e enxergamos o oco?
É aí que tentamos de tudo. Enfiar a cara nas ciências, doses e doses de uma bebida amarga, um beijo sem vontade em um estranho... E não sentimos nada intenso, apenas o eco das sensações que se perde rapidamente, sem chegar a proporcionar satisfação. Não é restaurar uma perda, tratam-se de espaços vazios que estão intocados, ali, em seu silêncio ensurdecedor.
Eis uma perspectiva aterradora. Temos a ilusão de plenitude, mesmo sabendo que é tola (em qualquer sentido). Alguns passam a vida inteira tentando suprimir o vazio. Mas ele volta, independentemente.
Como é que se foge de algo inerente à sua própria natureza?
Giovanna Venturini não tem medo do vazio, mas considera que este pode ser muito desgastante.
domingo, 14 de abril de 2013
Dança
Dançava,
Pés ligeiros pisando em nuvens,
Livrando-a de seu suplício.
Dançava,
Entregue aos anseios que urgem,
Como quem dança à beira
do precipício...
Giovanna Venturini afirma que este poema surgiu sozinho quando ouviu esta música :
Pés ligeiros pisando em nuvens,
Livrando-a de seu suplício.
Dançava,
Entregue aos anseios que urgem,
Como quem dança à beira
do precipício...
Giovanna Venturini afirma que este poema surgiu sozinho quando ouviu esta música :
Epifania
e copo após o outro
na madrugada fria
súbita como um raio
veio a epifania:
se tornara, exatamente, aquilo que temia.
na madrugada fria
súbita como um raio
veio a epifania:
se tornara, exatamente, aquilo que temia.
sábado, 13 de abril de 2013
Sobre pregações
(texto rápido)
Hoje foi um dia atípico. Três pessoas, de religiões diferentes, tentaram me converter (sem sucesso). E isso me fez pensar sobre o tema...
Sou da teoria de que religião é uma coisa extremamente pessoal, e que (como tudo neste mundo) deve ser respeitada. Cada um tem o direito de manter sua crença ou descrença. Partindo desse princípio, não parece estranho que uma pessoa exija seu respeito em relação à religião dela, mas que critique todos os seus modos de vida com dogmas nos quais você não crê?
Acho que diálogo consciente resolveria a questão. Trocar informações, sem comprometer a individualidade de ninguém.
É tão difícil assim?
Giovanna Venturini não vê o mínimo problema em se discutir religiões, desde que ninguém sacuda um livro sagrado na cara de ninguém.
Hoje foi um dia atípico. Três pessoas, de religiões diferentes, tentaram me converter (sem sucesso). E isso me fez pensar sobre o tema...
Sou da teoria de que religião é uma coisa extremamente pessoal, e que (como tudo neste mundo) deve ser respeitada. Cada um tem o direito de manter sua crença ou descrença. Partindo desse princípio, não parece estranho que uma pessoa exija seu respeito em relação à religião dela, mas que critique todos os seus modos de vida com dogmas nos quais você não crê?
Acho que diálogo consciente resolveria a questão. Trocar informações, sem comprometer a individualidade de ninguém.
É tão difícil assim?
Giovanna Venturini não vê o mínimo problema em se discutir religiões, desde que ninguém sacuda um livro sagrado na cara de ninguém.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
MA OE!
Yep, criei um blog. Yep, primeira postagem. Yep, eu devia estar estudando. Enfim, blog criado, tenho nada a escrever... Só pra não deixar em branco mesmo. Tchau!
Pra não dizer que o post é completamente inútil, eis um lindo porco-espinho:
Pra não dizer que o post é completamente inútil, eis um lindo porco-espinho:
Giovanna Venturini acha apresentações um SACO e ouriços uma fofura.
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