e tudo ser silêncio.
terça-feira, 28 de maio de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
Carpe Diem
Acredito no fato de que ter um momento a sós consigo mesmo é importante pra caramba. Não no sentido de ficar sentado num canto tentando decifrar todos os enigmas da alma. Claro que (tentar) se conhecer é importante, mas falo no sentido de curtir-se a si mesmo. Desfrutar pequenos prazeres, sem gente por perto pra fazer mimimi.
E uns dias pra trás, eu enchi o saco. Fiquei em casa. Fiz minhas regras. Nada disso de preocupar com estudo, com peso, com saudade, com o rumo da vida ou com o câncer facial dos demônios-da-tasmânia. Ser ligeiramente egoísta, pelo menos por um dia. Fazer o que me relaxa, senão eu piro lindamente.
Desliguei o celular. Não penteei o cabelo. Desenhei. Ouvi a música que tava a fim. Toquei meus instrumentos musicais. Vesti a roupa mais gostosa e confortável. Cozinhei. Li. Escrevi. Tomei capuccino. Andei de pantufa. Fucei até descobrir novas coisas que me agradassem. Etc. Etc. Etc.
Foi um dia muito proveitoso. Tá que no dia seguinte, era de novo aquilo de estudar, ser simpática, cumprir responsabilidades, ser cidadã respeitável, fazer média.
Meio chato, isso. De vez em quando dá uma preguiça de tirar minhas pantufas...
Giovanna Venturini não é anti-social. É só que gente demais, o tempo inteiro, é um porre.
Constatação
Estava eu fuçando uns textos que fiz há um tempo atrás, e percebi com espanto o quanto minha capacidade de escrita melhorou com este blog. O treino, o feedback, o "tentar algo novo" foram incrivelmente produtivos pra mim. E tenho me divertido mais ao escrever... acabo sentindo falta quando não posso produzir nada por algum motivo. A escrita voltou a fazer parte do dia-a-dia, depois de um bom tempo de bloqueio criativo.
Achei legal pra caramba ter constatado isso.
Giovanna Venturini tem um caderninho azul que carrega consigo quando vai para algum lugar em que não terá acesso a um computador, para fazer um rascunho de seus textos (ou o texto em si).
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Rompante
aí você me mostrou
todos os caminhos que eu devia seguir
para ser dama honrada
moça recatada
e ter uma dessas vidazinhas meia-boca
me entregou tudo isso na redoma de cristal
cuidado com isso, faça aquilo, tal tal tal
não fale com estranhos, seja normal.
peguei toda sua moral de vicissitudes
quebrei-a sob pés descalços
que sangraram sobre todas aquelas
suas questionáveis atitudes
e num rompante e desatino,
reafirmei de forma plena.
ninguém coloca as mãos no meu destino.
todos os caminhos que eu devia seguir
para ser dama honrada
moça recatada
e ter uma dessas vidazinhas meia-boca
me entregou tudo isso na redoma de cristal
cuidado com isso, faça aquilo, tal tal tal
não fale com estranhos, seja normal.
peguei toda sua moral de vicissitudes
quebrei-a sob pés descalços
que sangraram sobre todas aquelas
suas questionáveis atitudes
e num rompante e desatino,
reafirmei de forma plena.
ninguém coloca as mãos no meu destino.
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