terça-feira, 30 de julho de 2013

Era.

Era o sangue nos nós dos dedos
Era o grito na garganta do bêbado
Era o soluço na madrugada
Era a calma que fora furtada.

Era a lágrima há muito contida,
Era toda a mágoa de uma vida
Era cada pequena ou grande ferida
De toda uma existência submissa.



Era na verdade
qualquer forma aleatória,
qualquer tentativa de escapatória...

4 comentários:

  1. Belo texto, estranhamente parece que você entrou num loop de poemas um pouco mais pessimistas ou saudosistas e estão saindo muito interessantes.

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    1. Na verdade uma boa parte dos meus textos são tristes, é que muitos eu não publico. Não necessariamente quer dizer que eu esteja numa fase ruim, mas eu gosto de abordar o tema... Neste caso os dois primeiros versos estavam martelando na minha cabeça e não iam me deixar em paz enquanto não fossem escritos ^^

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  2. Muito bom! Três versos simples com uma mensagem em que qualquer um se encaixa. Parabéns, mulher :)

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