Outro dia, eu estava assistindo uma aula de química, em meu colégio. Entre o sono do primeiro horário, as paredes pichadas e o burburinho de outros 38 adolescentes no mesmo espaço, o professor explicou: a matéria é descontínua.
O que significa, basicamente, que somos feitos de espaços vazios.
Abstraindo a informação, até que faz sentido. Todos temos aquele vazio dentro de nós, que não sabemos como preencher. Acredito que a paz venha do nosso interior, mas como encontrar a mesma quando olhamos para dentro e enxergamos o oco?
É aí que tentamos de tudo. Enfiar a cara nas ciências, doses e doses de uma bebida amarga, um beijo sem vontade em um estranho... E não sentimos nada intenso, apenas o eco das sensações que se perde rapidamente, sem chegar a proporcionar satisfação. Não é restaurar uma perda, tratam-se de espaços vazios que estão intocados, ali, em seu silêncio ensurdecedor.
Eis uma perspectiva aterradora. Temos a ilusão de plenitude, mesmo sabendo que é tola (em qualquer sentido). Alguns passam a vida inteira tentando suprimir o vazio. Mas ele volta, independentemente.
Como é que se foge de algo inerente à sua própria natureza?
Giovanna Venturini não tem medo do vazio, mas considera que este pode ser muito desgastante.
A satisfação, creio eu, acontece a cada dia. Ela não chega e pronto.
ResponderExcluirÉ um exercício contínuo buscar o que traz essa tal satisfação.
Descobri (continuo descobrindo) que essa satisfação
apenas é causada quando vivemos A NOSSA VERDADE
em cada mínimo ato. Já parou pra pensar nisso?
Sim, sim, eu reconheço que vem aos poucos... e quando a gente menos espera. Creio que, nesses momentos em que o afã de buscar a satisfação é muito grande, são as vezes em que mais nos distanciamos dela; pois a última coisa que fazemos nessas horas é viver a NOSSA VERDADE (adorei o termo). Pois é, se trata de um exercício contínuo, um longo processo. Bom ponto. :)
ResponderExcluirGrande texto, aproveitarei algumas partes para minha composição própria, se não se importar. Publicarei no facebook, gostaria que desse uma olhada. Rafael Facioni
ResponderExcluirOra, muito obrigada! Lerei seu texto, certamente. :D
ExcluirHmm, interessante. Você acha que o vazio físico tem alguma relação com o vazio ''emocional''(por falta de uma palavra melhor) Sobra a questão, como preenchê-lo?
ResponderExcluirDe forma metafórica, pode-se fazer uma associação, sim. Muitos dizem que dá para preenchê-lo com Deus... Será? Será que TEM como preenchê-lo?
Excluirtexto muito bom, Gio! Gostei tanto que escrevi um texto sobre esse:
ResponderExcluirTake a look:
http://complexodacausa.blogspot.com.br/2013/05/dialetica-do-vazio.html
Sua linda! Seu texto ficou ótimo! :)
ExcluirNa minha mente exata e matematizadora, sinto necessidade de colocar tudo em parâmetros. O parâmetro que estou inventando agora é o Fator de T-Aguentação
ExcluirO Fator de T-Aguentação é o quanto se aguenta ficar quieto e apenas absorver informações antes de ter que comentar alguma coisa, portanto, quanto menor o fator de T-Aguentação de um blog (até zero. abaixo de zero complica), melhor
Pra mim, foi até aqui.
Muito bom o blog, textos inspiradíssimos, realmente muito bom mesmo ^^ eu sei que demorou até eu finalmente vir aqui e ler mas fiz questão de deixar essa mensagem. continue assim, vasilona!
Eca, exatas. :p
ResponderExcluirOh, obrigada, obrigada. Volte mais vezes, vasilaum. :)