Já passava da agreste meia-noite, quando ela adentrou pelos umbrais. Chegou a tempo de ver o corvo que partia pela janela, atrás do busto de Minerva. Maldito corvo, três vezes maldito, já a visitara antes. Colhera seu último suspiro. Olhou para todos os livros de ciência que seu amado estivera estudando, e seu corpo pálido no chão. Se abaixou, analisando os olhos vidrados... Maldito corvo, três vezes maldito.
Parou sob a porta, olhando para o lado de fora. Suas lembranças sobre o corvo ainda se faziam presentes. Era uma sombra perturbadora sobre seu espírito etéreo, e os olhos da ave infernal a assombravam mesmo no além-vida.
"Nunca mais." Palavras gravadas a ferro e fogo em sua alma, recitadas por aquela voz odiosa. E enquanto pensava nisso, de fato, ouviu uma voz. Mas não era aquela voz grasnada, era uma voz doce, quase chorosa, voz que amava e que nunca achou que voltaria a ouvir outra vez:
_Lenore, é você?
Giovanna Venturini é bastante fã do mestre Edgar Allan Poe.
Muito bom! Tem bastante a ideia do romantismo. Ficou massa o "clima" obscuro também, bem legal.
ResponderExcluirHehe, valeu mesmo :) Tava muito a fim de fazer um texto baseado n'O Corvo...
ExcluirFicou bonito, três vezes bonito!
ResponderExcluirObrigada, três vezes obrigada!
ExcluirTambém sou super fã dele...
ResponderExcluirEle é lindo! *-* hehe
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